
Um avião é belo porque voa, um barco é belo porque navega.
Para um designer não existe desafio mais fascinante do que criar algo novo partindo do zero. Exatamente o desafio que nos foi oferecido por Annette Roux e Carla Demaria, quando nos pediram para desenhar a gama Monte Carlo Yachts.
De frente a uma folha em branco, a primeira questão a colocar é sobre funcionalidade. Se um barco é belo porque navega, então terá que ter atributos navais. O estaleiro compartilhou plenamente a nossa filosofia. Aliás, pode-se dizer que, esta abordagem já estava presente no brief. Nenhuma objeção quando, desde o início, esclarecemos que o barco que tínhamos em mente não teria scenic window retangulares e não tentaria transmitir uma ideia aerodinâmica inspirada no setor automobilístico. Não queríamos desenhar casas prontas para serem ancoradas nos portos nem automóveis para andarem pela água, queríamos desenvolver um yacht belo para usar e com forte personalidade.
Uma intenção que pode ser vista tanto a nível global quanto nos detalhes. No layout do deck como no desenho das vigias. Na proa alta e enviesada como nos suportes que sustentam a parte dianteira do fly, talvez o estilo que melhor simboliza o conceito do design dos Monte Carlo Yachts: um elemento clássico presente nas navetes, mas também moderníssimo por ser elaborado em Steel Glass.
É o barco que o dono sempre sonhou ver, de uma tipologia indefinível, sobretudo porque está longe das limitações estilísticas
que tem dominado as últimas décadas.
Trabalhamos com a missão de fazer coisas novas e não de repetir experiências anteriores. Por isso, ao olhar um modelo
Monte Carlo Yachts, as pessoas verão um belo barco que dá uma sensação de segurança e ao mesmo tempo de beleza.
A sensação de poder andar, de poder navegar. Um barco de estilo mediterrâneo, “naturalmente” requintado, que não queremos
nem devemos definir como minimalista. Ao invés, falemos então de simplicidade: uma palavra mais atual e menos abusada.
Carlo Nuvolari e Dan Lenard, designer
